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Heitor TP: das guitarras às trilhas sonoras

Com apresentação de Zé Ricardo, curador musical do Rio2C, a Grande Sala recebeu no final da manhã de quinta-feira (25 de abril) um dos painéis mais emocionantes da edição de 2019 do Rio2C. Heitor TP, um dos maiores artistas do Brasil - “e uma grande pessoa”, ressaltou Zé - conversou com o público sobre a sua vida e seu trabalho de autor, músico e compositor de trilhas sonoras dos filmes como “Meu Malvado Favorito", "Minions" 1 e 2, "Angry Birds" 1 e 2, Madagascar, "Shrek 2", "Batman, o Cavaleiro das Trevas", entre outros. Acompanhado de um violão, Heitor falou, pela primeira vez no seu próprio país, sobre das trilhas sonoras de sua autoria, depois de rodar o mundo em festivais e palestras.

O artista contou sobre o início de sua carreira e mostrou fotos e exemplos de processos e do universo em que vive diariamente, sua rotina como músico e compositor. Mostrou um passarinho, símbolo de seu estúdio, o Backyard, que tem este nome porque hoje em dia é possível produzir um material de grande qualidade no nosso quintal. “Nós somos capazes de editar, filmar com nossos iphones, então, para nós artistas, film makers, escritores, é muito bom poder fazer este nosso trabalho sem alarde e chegar a um resultado tão bom que toque as pessoas. A base de tudo o que quero conversar com vocês hoje é o que chamo de entretenimento, porque acho que a gente nunca pode perder a noção de que tudo o que nos fazemos é para o público”, contou.

E ele pensa nisso desde a infância. Seus tios no Rio Grande do Sul tocavam em banda de sucesso músicas de Cauby Peixoto, Roberto Carlos, Beatles, Rolling Stones. E ele, bem pequeno, nunca se esqueceu do dia em que levaram para ver um show deles. A reação da plateia o chocou. O impacto daquilo para uma criança foi tão claro que, mesmo sem saber, já tinha decidido que era isso o que faria pelo resto de sua vida. 

Voltando ao passarinho, símbolo do estúdio, há muito tempo atrás, com a ajuda de amigos, percebeu a importância do mundo do som, desorganizado ou não, sendo realmente o mundo da música. “Eu escondo, ou deixo claro, um passarinho em todo o filme que faço. Eu viajo o mundo para ver pássaros. Costa Rica, Pantanal, Havaí... Para mim é como um anjo da guarda. A natureza é uma coisa super presente no meu trabalho, seja isso claramente apresentado ou subliminarmente como um símbolo de proteção, eu tenho este vínculo com a natureza. O meu avô era um grande assobiador e às vezes íamos em uma mata perto de casa e ele ficava me perguntando qual pássaro estava cantando agora. Eu cresci com esse universo sonoro bem próximo de mim”, recorda. 

Heitor mostrou onde era a a sua rotina, em Los Angeles, através de fotos de seu estúdio/quarto lotado de instrumentos inusitados - muitos ganhos como presentes de amigos que rodam o mundo - e sintetizadores. O seu “paraíso”. Para ele, qualquer som que contribua para o seu trabalho é válido, e por isso que tem tantos instrumentos.

TP permitiu à plateia que visualizasse a evolução de sua composição, usando cantos de passarinhos, grilos e outros bichos, como vários exemplos de uma mesma melodia. O resultado é chocante ao mostrar a coisa bem crua e o resultado final, com orquestra. 

A influência da música brasileira também foi mencionada pelo artista, que citou como pilares da mesma a melodia, o ritmo e a harmonia. Assumiu que o seu trabalho é mais suor do que talento e que se sente um músico muito melhor junto aos “não músicos” com quem trabalha. “O meu estúdio tem que ser uma ilha onde as pessoas podem vir e entrar em um outro ritmo de vida, menos estressante. Então eu dou presentes como chocolates orgânicos - que eu amo! - pois este tipo de produto preserva a natureza de maneira mais sustentável e passa uma mensagem mais positiva, alegra a vida daqueles que vão me visitar e ficar comigo. Fiz muitos amigos neste mundo do cinema e o chocolate é uma forma de agradecer por isso”.

Além dos pássaros serem seus anjos da guarda, Heitor lembrou que cruzou com pessoas que também foram anjos em sua vida. Como Stewart Levine, que o levou ao Simply Red, seu pai, sua mãe, seus tios do Rio Grande do Sul, Ivan Lins, Milton Nascimento e Hans Zimmer, que abriu o mundo das trilhas sonoras para ele.

Heitor disse que faz projetos sem dinheiro, só por prazer, principalmente os ligados à natureza. Como por exemplo o filme “Sonic Sea”, sobre a poluição sonora nos oceanos e que lhe rendeu um Emmy. “Eu sou uma pessoa super feliz e me realizo todos os dias. Estou pronto para o que der e vier porque sei que não estou sozinho nunca”, finaliza Heitor antes de tocar um spoiler da apresentação que fará nesta sexta-feira junto do maestro Isaac Karabitchevsky e a Orquestra Petrobras Sinfônica. Imperdível é pouco! 

 

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