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De Black Mirror à Reality Z

Um grande lançamento marcou o painel em que Charlie Brooker e Annabel Jones, criador e produtores executivos de "Black Mirror", conversaram com o vice-presidente de séries originais da Netflix, Peter Friedlander. Foi anunciada a produção de um remake brasileiro da minissérie de terror “Dead Set”, primeiro projeto em parceria da dupla, exibido em 2008 no canal britânico E4. 

A trama se passa durante uma edição do programa Big Brother. Enquanto os participantes estão confinados na casa, acontece um apocalipse zumbi e eles são os únicos sobreviventes da Terra... por enquanto. A nova versão vai se chamar Reality Z e foi adaptada pelo diretor Cláudio Torres, vencedor do International Emmy, com produção da Conspiração.

"Ontem fomos visitar o set de filmagem e foi como voltar no tempo. Acho que o tom ainda está ali, mas também com uma levada própria e original", afirmou Brooker. O painel também contou com um vídeo de Ted Sarandos, junto com Sabrina Sato, parte do elenco, apresentando a série. A atriz se assusta com terremotos e barulhos estranhos enquanto o Chefe de Conteúdo da Netflix tenta acalmá-la. No final do teaser, um efeito especial transforma o olhar de Ted em algo assustador, em uma alusão ao final do clipe Thriller, de Michael Jackson.

"A combinação da visão criativa de Cláudio Torres, a parceria com a Conspiração e o talento envolvido nesse projeto farão dessa adaptação de Dead Set, divertida série de Charlie Brooker, um evento realmente especial para fãs de horror em todo o mundo. O que é ainda mais empolgante é ver que esses zumbis cariocas são um dos destaques de uma temporada de 30 séries originais e filmes brasileiros em 2020", disse Ted Sarandos.

Claudio Torres, que também subiu ao palco da Grande Sala, contou recebeu o convite da Netflix para fazer "Dead Set", há um ano. "E por que fazer um remake? É uma obra prima! E perguntaram se eu via uma maneira de continuar a série. Fiz uma proposta e eles adoraram. E Charlie e Annabel deram a benção deles, foram muito generosos. É maravilhoso ter a chance de estudar o trabalho de alguém. A série vai ser um “tropical mirror” em cima do original", explicou Claudio Torres. 

Antes de Reality Z roubar a cena da noite, a dupla falou sobre Black Mirrror, é claro, mas principalmente sobre disrupção e criatividade. Uma das perguntas de Peter Friedlander foi sobre o último produto de entretenimento inovador que eles viram. Annabel escolheu "Homem Aranha e o Aranhaverso" e Charles indicou um game de quebra-cabeças chamado "Baba is you". 

Sobre a consagrada série Black Mirror, eles destacaram que um dos seus diferenciais é que ela não parece ser de ficção científica, já que os aparatos tecnológicos são muito comuns nos nossos dias. "Um grande aspecto do nosso trabalho é o design desses produtos. Para que eles sejam sedutores que os personagens realmente queiram usar essas tecnologias. É como ter uma alerta sobre coisas horríveis que podem acontecer. Queremos fazer esse equilíbrio do programa com a realidade para que não seja sempre assustador. Falamos muito sobre a tecnologia, mas não somos pessoas da tecnologia em si", explicou Annabel.

Outro tema debatido foi o especial "Balck Mirror: Bender Snatch", cujo conteúdo é interativo e o espectador pode alterar os rumos da história em determinados momentos. Isso deu vários rumos à história, fazendo com que o público assistisse diversas vezes às diferentes versões. "Quando criamos um episódio normal, tentamos simplificar. Em Bender Swatch eu ia adicionando cada vez mais coisas. Era um pesadelo bem feliz", contou Charlie. "Ele é um personagem consistente, não importa qual escolha do público. Eu gosto de jogos de computador então foi a junção de dois mundos pra mim, que sempre achei que fazer roteiro era como escrever código".

"Criamos algo que só foi possível se fosse interativo. E essa interação só aumentou a potencialidade da escolha do público. Há uma pós-modernidade nisso, uma consciência. Tudo acaba deliciosamente ou terrivelmente perfeito", finaliza Annabel.

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